
Quando novos, a impressão é que éramos inseparáveis. De fato, a única verdade obtida é que a minha postura conduzia a esta percepção. Daí supõem que o amor pode mesmo ter lentes parciais, não se sabe de certo se este também pode ser o fato de não haver mais espaço para o ‘nós’. Com opções diversas nos constelamos esparramados pelo território e quando nos poucos momentos juntos não se via mais união tamanha com tal facilidade. No início da bifurcação foi como se o chão me houvesse faltado, doía largamente e o meu medo era do não suportar. Na sua vida não havia uma brecha para o meu existir, talvez pelo meu tamanho estardalhaço ou por sua restrita fenda. Pode ser que meus gestos longos faziam-me não caber, esta é uma grande provável. Hoje a dor não é mais continua, mas como termômetro das intempéries, muitas vezes, não me deixam dormir. Não há como saber da dimensão ou espaço exatos, mas com certeza, no jogo dos encaixes, estes ‘nós’ perderam a mão e como, por conseguinte seu xeque-mate.
Maravilhoso!!!
ResponderExcluirNo momento sem medida em que os olhares se encontram é que a gente se perde no amor.
ResponderExcluirViver perdido pelo amor.
É quando a alma se acalma, é quando se distrai a dor e o outro, tão vivo quanto distante quanto inalcançável, vive, ainda que por um instante,
num lugar especial do coração dilacerado pelo destino oblíquo da cidade das distâncias irremediáveis.
Lindo!!Quando crescer quero ser igual a vc..rs..já te disse isso..!!!!rs
ResponderExcluirLindo!!Quando crescer quero ser igual a vc..rs..já te disse isso..!!!!rs
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