
Foi uma Gismonte emoção, daquelas que só uma excelência Egberto desperta tão facilmente. A opção de ir só foi logo de bom grado alegremente aceita, assim experimentei emoções impares e despertei momentos lembranças. O início, sempre a pedra mais difícil a estilhaçar-se foi lançada na paisagem diamantina, Chapada de caminhadas exaustivas, recordo de vento e medo, de meu transitar criança e adulta, na passagem. Minhas amigas já longe do horizonte e minha solidão em pânico, medo de nunca mais ser achada ou se encontrar. Às via com admiração quando em pouco as alcançava, nem podiam imaginar o sofrimento, o desespero e presente fracasso, era impossível para minhas carnes o passo sincronizado e a cada minuto, perdida na paisagem, mais uma vez me encontrava. Meu corpo e eu, sempre nesta busca descompassada. Lembrança segunda, após caipira paisagem, foi à nítida imagem de meu irmão, ainda criança, correndo no estreito corredor com cheiro de flor de café, canção “palhaço” saia pela janela da casa e fazia meu irmão correr com mais velocidade. De volta ao show fui acordada com meu próprio transbordar de lágrimas, de uma invasão saudade de iluminar qualquer casa com futuro família. Minha capacidade de amar estava ali estampada entre notas soberbas e gotas despertas. Talvez, alguns de meus filhos que ainda virão me façam recordar aquele rosto alegre e faceiro novamente, sempre tão confortáveis nos braços de minha mãe. Este Egberto é mesmo de marcar o corpo da gente! Terceira lembrança veio logo em seguida, nós todos crianças, a lú, o ti, o di, a fê e eu, o riso de cada um, o momento do meu pai, o cheiro da lasanha da minha mãe, o cachorro enlouquecido, o Zé libertando-se e a tartaruga calmamente ainda perdida no quintal. No futuro direi a meus filhos que momentos são como jóias e só dependem da nossa presença, de Ser Encarnado, e não menos importante, a Arte, que sempre estará aí para nos despertar de cativeiros e aconchegos desnecessários.
Muito bom! te amo, bjs Tiago
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