29.10.09

Quanto Vênus és?


Para consumidores sagazes, os bons, desta crença em coisa mundo, só existe um tipo de mulher ideal. Logicamente magra, delineada, cintura marcada, com cabelos brilhantes e lisos, se possível claros, assim mechado, verdadeiramente. Pele clara de pêssego quase saindo do amarelo e, erupções cutâneas, nem pensar, a poluição obviamente a esta não atingirá. Roncar nem pensar também, nada de gestos largos ou ganisso abrupto, de preferência às que riem de suas piadas e que não se importam com o pouco desempenho quando sós. Fumar, de jeito nenhum, fetiche este era no tempo de suas avós, hoje são verdes e querem a paz mundial. Têm que ser inteligentes e bem informadas, mas não mais do que os bons, os fingidores da autoconfiança. É importante também saberem admirarem as boas coisas da vida para poderem com eles saborear, em pequenas doses é claro, e não as desejando apenas para si. Como bons produtos e atenciosas delicadas é de bom tom que tenham ouvidos pacientes e atentos a cada palavra desperdício. Mulheres infanto-maduras e puras que não tragam problemas gene-familiares ou almejem de mais, simplesmente Deusas receptivas que tragam tudo isso naturalmente para não haver gasto desnecessario por aí, tipo estas coisas fabricadas. Nada mais e nada menos do que Vênus sem braços que demonstram alegremente sua infinita tristeza de enfim pertencerem a esta coisa mundo ao satisfazerem os que apenas pensam ter.

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