
Um par de estranhos
Ele era de um tom azul esverdeado, um peito de luz e intenso color,
Ela, de cor folha ao sol, pulava de galho em galho procurando distraí-lo
Se o vissem juntos, juravam ser de espécie diferentes
Podiam até comer-se se não estivéssemos saído das cavernas
O jogo era rápido, ninguém conseguia atrapalhá-lo
Quando juntos, mudavam de cor, simplesmente
Os distintos indistinguíveis eram mesmo inseparáveis
Isso lhes bastava o tempo todo
Quem os contrariava gania em vão
Uma constelação de pios
e perdiam-se no espaço,
camaleando-se
Lá vão eles,
Colorir
o infinito
do duo coração
de um intenso
jardim secreto
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