
Segure-me
Os sapatos de menina fabricava toda a manhã, corria para preparar o almoço à família do outro. Ele a amava profundamente, nunca esqueceu à primeira vista, cabelos negros molhados num bem cortado vestido branco, pensavam que era bobo e inocente, mas, o futuro, disso achou graça. Ele era a metade lúdica, o homem dos fios e borboletas, ela, a perseverança, um construir infinito de valia e determinação que a levaram ao nada. Olha para trás, a muito sem ele e não encontra razão, presa em seu existir mental, despiu-se de sua amargura perto da hora do reencontro. Seus frutos, perdidos num existir cidade, ainda vivem caverna, quando notou que a desunião era unânime desmoronou todo orgulho construído, às pedras que carregou formaram os degraus que ninguém conseguiria subir. Lembrava-se da sogra e das desavenças, dizia que o copo em suas mão a deixou partir e perguntava-se: quem seria a segurar o seu?
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