
O vale á minha frente, é horizonte sinuoso, repleto de ausências, no abafar dos pássaros está a presente serra, a que arranca sem sombra de deixar raiz voltar. Relinchos e sussurros substituem-se por motocas mimadas e competitivas, todos se fartam de carnes congeladas na frente de suas águas represadas e geladas, águas de um azul quase verdadeiro, que só sentem corpos nos esparsos verões, quando não em praia reticulada. O capital em capim, eucalipto ou lote de enfartos, é lotado de domingo e sobra à segunda, lixo extremo de loucura, de ânsia feliz, de querer mais e mais, sucessivamente “antropofagindocoisas”. Restos humanos, gases soturnos de puro estufamento de vazios. A natureza mais próxima é edificada de horizontes, não há isolamento entre os entes, condenados ao conviver não cooperativo, sugam o pouco leite, a miséria de outrora. É aqui, neste paraíso de isolamentos retalhados que aos filhos, terras deixam infeliz. Se decidir não compactuar finja dissimuladamente sem que percebam, fora já vai estar, oculte qualquer clareza e peça o seu mal passado, regado ou enlatado que não a do outro lado, escute, não vai dar grito, urrar é estupimento, prepare a sua barriga e umbigo no sofrimento. Na dúvida mantenha o charme e, para finalizar, ofereça sua sobremesa, recheada de poesia, salpicadas de verdades frescas, escancaradas, talvez, quem sabe, um café e conto de pensamentos.
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