25.3.11

Minkais, o Lar de Lara



Lara me habita a carne há alguns meses, agora, às vésperas de transparecer fico aproveitando seus últimos empurrões encarnados internos. De certo está vai causar-me empurrões de outros tipos para o resto de meu tempo neste lar-corpo. Tem noites que ela tremula como borboleta e me faz pensar no estar em paixão, como dizem os poetas ao estomago. Não há dúvidas quanto a curiosidade de saber seus traços, mas sem ansiedade aguardo minha continuada aproveitando cada minuto deste primeiro tempo. Sentir uma outra se metamorfosear aqui dentro agregou uma espécie de compreensão global e um sentir-se árvore, enraizada, agregando luz, gerando proteção, resplandecendo com o centro do meu mundo bem no meio de minha barriga.

16.3.11

foi


Existem pessoas que perduram na nossa alma para todo sempre. Pondo-me a pensar sobre como fazem isto chego a uma simples conclusão: só marca o corpo da gente quem foi amoroso o bastante para ser inteiro. Quando isso ocorre a partida torna-se singular, quer dizer que atravessaremos a rua e não esbarraremos no amigo, nem poderemos teclar números e recorrer, mas mais reconfortante que isso é saber que aqui dentro sempre existirá, com seus ensinamentos, ternuras, graças, histórias a lá Julio Verne, receitas inesquecíveis e precisas como um relógio suíço, roupas certas, palavras mágicas, enfim... sua falta jaz lá fora enquanto aqui viverá dentro. Lá se vai meu amigo Sidnei Basile encantar novas freguesias.