
Descompassos de trajetória alheia cortam-me a carne sem cessar, quando acesso a memória à mesma arde e torna-me vil, mesquinha, cercada de aconchegos que aprisionam. Não há grades que não posso construir para sustentar cada ilusão segurança. Passa por mim perspectivas inimagináveis, solares, interferentes...A névoa me conduz ao esquecimento, de passado longínquo à presente freqüente, não há sobras, grãos, pente fino, medos soberbos e transbordo de sombra. A exclusão da alegria, o medo do grito, a mão composta. Pare! Solte o crepúsculo infindável de cada dúvida e rapidamente atéie-se em ilha, pudera antes ser isso não possível mais, meus olhos já estiveram percorrendo o corpo, na flor, na pele em luz, no amor. Abre! Imploro seu perdão, ainda há tempo para nesta conseguir, rompa o silêncio da noite escura e projete-se, desperte suas asas, da dor do desuso, de correntes sanguíneas, de vozes que invadem o vento e torne-me um. Qualificar relação e clarear intenção de ação em ser pessoal, movimentar a conquista de si e coordenar as ações que me levam ao prazer, ao lúcido desejar, ao arder em mim, ao satisfazer-me de espaço amoroso, ao transformar-me em mundo, humana.
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