19.2.10

Ser-Parte



A sensação que se aproxima é de primavera, realização e esplendor. Tarefa cumprida de experimentador, do talho bruto ao requinte flor. Sempre achamos que podia ser mais, se houvesse tempo de aprofundar cada passo... Ah! Como seria bom! Contribuir para possível construção de Homem Humano é o que me sobe pela espinha arrepiando. Saber que tudo isso não passa de pó e perceber a dimensão da alma se alongar, compreender o todo em um minuto para no seguinte querer viver detalhe. Tirar o mapa de narração do próprio eixo e enfim poder avistá-lo. Cá está ele, repleto de estrelinhas sem derramar, apenas do tamanho que se é, infinitamente um minúsculo gigantesco, um Ser-parte. Dê tudo que li, vi, escutei, toquei e compreendi, neste processo dissertação, há uma coisa que para sempre estará em cerne, a coletivização. Sem ela, camaradas, somos pobres, isolados e medíocres. Que possamos ter a consciência de que aqui, ou irá caber todo mundo, ou não restará ninguém. Através de meus olhos saem o que criativamente desejo passar e num piscar borboleta sinto-me assim, em expansão fractal, cativando pelo avesso este universo encantado de letras, sons e números, “como uma onda no mar”.

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