25.2.10
o ovo ou a galinha
A lógica é perversa e o capital especula em línguas inimagináveis, pior que ele são os seus pro-pragadores, puros egos. Apesar de espremer e sair sacanagem que não acaba mais, ainda olho pra isto tudo com um orgulho danado. Após 25 anos de abertura democrática estamos em pleno desenvolvimento civilizatório e ver os auto-organizados deslocando-se pelo território, imperando direitos e “blasfemando verdades” é mesmo de se admirar, sinal que somos mesmo centelha divida. Hoje, fora estas, escrevi mais de cinco milhares de palavras, os dedos da mão direita estão bastante doloridos e, pela postura adotada, o resto também. Fico pensando se todas elas caberiam dentro de uma imagem e, se esta, seria suficiente para dizer tudo que penso. Tenho postado neste espaço, sempre que posso, um processo dos avessos, como “o ovo e a galinha”, nunca sei quem nasceu primeiro se foi à imagem ou o enredo de palavras. A narração sem mapa torna-me o cristalino de momentos que transparecem, mas como “num piscar de olhos”, entardeço novamente e noto-me turva. Se fosse para me fazer entender eu estaria em “maus lençóis”, com palavras driblando ambíguas e figuras que se transformam em ler, não hei de fazer-me compreender com tanta facilidade desta maneira arisca, mas o que seria deste mistério se existisse pensando em existir... Hoje, cruel como um pro-pragador não facilitarei seu rumo e deixarei a imagem por tua conta. Capricha no pensamento e aflore-se lá pra dentro, arriscando a ser quem se é pode nos levar a além.
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