11.2.10

Monas



A Mona-centro, como à outra, a sinuosa, é por vezes mórbida e habita meus pensamentos populosos florescendo em luz. O entendimento de formigueiro comum a todos, complexo-teia é. E, à beira de um ataque carnavalesco, deixo-a vã, a procurar seus por quês de vazios, longe da serenidade de cidade humana, apenas escura e deserta, já sem função de toca. Empalidece amarelada de surto original, como nasceram para o mundo “civilizado”, ela, a Lisa intacta, de músculo plácido, já morta e eterna e a Centro, cosmopolita de olhos estupefatos, já sem árvores e alagada, em tropa de raios e trovões que devoram-na. Sombras e sfumatos de cotidianidade que transgridem o tempo e, ambas quinhentistas, com as bocas serradas gritam silêncios e sonham dizer outra coisa, que não o que esta ali em atracção erótica, como observou Freud ao sorrir. Um algoritmo de computador desenvolvido na Holanda descreveu ‘o sorriso’ Lisa, como 83% feliz, 9% enjoada, 6% atemorizada e 2% incomodada. Como será que matematicamente, os Holandeses, descreveria o nosso? Não sei, mas com certeza, como nossos olhos não estão mortos podemos fixá-los onde quisermos, e assim percorrermos visão em ação. Vai que é tua Mona! Se sair de panóptica, não se esqueça que em terra de cego, quem tem olho é rei, caolha, perneta e atriz, samba no pé, carna é! "Desce do trono rainha, desce do seu pedestal.."

2 comentários:

  1. Por que a Mona-tez insiste em sorrir quando nossa alma já passou de Matisse? Depois de tantos lampejos-razão, o olho começa até a entender Monet... antes que arranquemos nossas orelhas para que o leme da vida volte pro seu lugar, ficamos assim: fingimos Lichtenstein e capitalizamos a arte. Minha versão é mais simples: 50% especulação, 50% arrogância. Ou não!

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  2. Nossa!!! Já vi que é contagioso! Deixa eu ficar um pouquinho do seu lado Lua, pra ver se eu consigo me expressar assim? Saudades, Parte de Mim já é vc!

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