
Colagem= foto de Anderson Barbosa dentro da ocupação Prestes Mais e visão do rio Pinheiros
O seguinte é o negócio, escrevo sem parar a tantos dias que perdi a noção das letras. Como, letra! Durmo, letra! No banho é certo: consoante voa pela cabeça e estilhaça em gota no chão de pauta, pinga ponto, escorre virgula. No dia que vogal me vier vai me encontrar sem aspas e, mesmo em letra morta, porei a trema para fora, tilintando partes. O c-e-n-t-r-o d-e S-ã-o P-a-u-l-o e s-e-u c-o-r-a-ç-ã-o s-e-m t-e-t-o não me saem do raciocínio e mesmo quando exausta me pego pensando solução. Vêm-me imagens sobrepostas, a primeira das “mulheres-coragens” lavando caminho escada e, segunda, água correndo contrário Pinheiros, é nesta hora, que sonho em ser página em branco e ver tudo começar do zero. Falta pouco para o trem chegar na estação com sua bagagem de letras e espantos, mas aos pulos meu coração palpita ações enquanto vomito números de dízima infinita. Perto do derradeiro exausto-me de tantos “se nãos” e torno-me está prosopopéia avessa à versada douta. Consciente “quero me dedicar a criar confusões de prosódia e uma profusão de paródias” que “dêm passagem pra quem é do bem” e p-o-n-t-o.
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