
Ontem após postar minhas “monisses”, a Lisa e a City, fiquei pensando na minha sorte de ter ao meu lado esta Negra mona-vó. Que privilégio poder ser tratada com tamanho cuidado e carinho, generosidade e amor. Fito-a me olhando com a cara do Édipo antes de partir ou com a complacência da Monalisa ao sorrir e, pelo espelho da sala, transparecendo espelhada as infinitas gerações, a imagino sonhando entre seus pais sobre nossos futuros na Mona-city e o meu possível existir. O trabalho disserta-ação já vai pra lá de cem mil palavras e, como o ditado, a resumirei em dez imagens mono-plásticas. Sem a participação dos seus aromas, vapores, risadas, aconchegos, canções e pontuadas estas dez mil expressões estariam perdidas, sem-teto na monocity, dez-oladas. Como sou grata à minha Mona-vó por cativar-me... De madrugada, enquanto dedilho, ela aparece na ponta dos pés e debruça-se para solidarizar-se. Quando amanhece já está radiante, participando seus afetos e preparando delícias tão gostosas que não tem como eu não me sentir linda, assim redonda, como a Monalisa e meus ancestrais. Eternamente ternurosa, eu a amo! Mesmo quando revelo meu desassossego de tanto procurar sentidos nas justificativas sem razão desta cidade, ela de maneira compreensiva, manipula segredos, entra-nos imitando e mostra-se como é: sacerdotisa suprema, guardiã fruta-cor na energia da ancestralidade coletiva feminina de Ìyá Nla. Líder conhecedora de Orum, eu te reverencio e sinto-me integrada, até perante a parábola de nossas intempéries.
Que declaração!!! Lindo!!!
ResponderExcluirSuas colagens me alucinam...
Porpets!