Segue o melhor presente que já recebi de minha amada amiga Marina Pompéia, acho que me conhece melhor que ninguém. A quem amo além das estrela, além Mar, além LuaLua quando míngua, sofre
É de sua natureza, em cada ciclo uma vida inteira.
De sua natureza também é entregar-se por completo,
inteira e intensa no seu próprio movimento de morte e vida.
Sabe-se que Lua se percebe inteira e radiante no céu
voo solo,
mas se maravilha ao espalhar sua luz refletida...
iluminar o rosto rubro de menina na hora do beijo,
apontar o caminho aos peregrinos noturnos,
servir de farol aos navegantes,
ser a musa dos poetas
divindade merecidamente cultuada por tantos povos.
A míngua fica toda vez que o movimento de recolher-se se impõe, impiedoso.
Seu esplendor pleno, Lua iluminada, diva no céu
dá espaço para a sombra que se projeta, lhe escurecendo o brilho, a carne e a razão.
Ao mesmo tempo dor, desprendimento e mergulho
pois abre o corpo à sombra e entrega seu brilho ao céu,
a promessa do frescor, do novo, do renascer-se em luz
do eterno movimento que a liberta do tédio profundo das coisas iguais.
Mas este momento de míngua tem seus caprichos;
as vezes as nuvens que, delicada ou fervorosamente a protegem e esconde nesse movimento
se retiram, as vezes displicentemente sopradas por uma brisa morna,
as vezes violentamente impelidas por ventanias de sul.
Neste último minguar, ainda ao achar-se em pela metade e desmilinguindo
percebe seu reflexo nas águas do Mar,
não enxerga mais o brilho da sua luz refletida nas Flores,
se revolta; transborda de raiva, ardor, terror. Fim.
É sempre fim o movimento de minguar
e sempre rebrotar
Passada a dor e a loucura do desfazer-se, vem a quietude.
Mergulha inteira no escuro, quase conforto
um sono profundo que a abate para rever-se em sonho.
Fica nova. Lua Nova, emprestando o palco às estrelas
divertindo-se em silêncio com os vagalumes, estrelas na Terra
Seu brilho inicia o retorno, e vem, criança chegando em festa
novamente alegria e travessura, retomando seu espaço
ocupando novamente o lugar que lhe pertence.
Até ficar plena, cheia e transbordante
e retomar seu ciclo.
Essa é sua natureza!!
Diferente da natureza de Mar, de Flor, de Sol,
cada qual com seu percurso de vida, morte, renascimento.
Intrinsecamente ligadas em sua essência
é da natureza dessa existência também experimentar seus ciclos
na certeza de que, o renascer de cada uma só fortalece a vida
a ligação, a beleza de sermos UM
uma ecologia inteira.
Marina
Estou muito emocionada! Que presente! Que talento! Eu te amo Mar, especialmente, Lua
ResponderExcluirNossa... eu fui lendo e perguntando: quem escreveu isso? Clarice Lispector? Cecilia Meireles? Mar ina Pompéia? é lindo de mais!!!! de mais da conta... abre um novo-velho espaço de troca e amor. brigada Mar, brigada Lua! brigada mesmo por serem assim... brigada Flor também! brigada... agradeço vcs serem esse ecossistema Katrínico, que tenho vivo comigo e pra sempre! bjs, Sol.
ResponderExcluirMapa astral - R$210,00
ResponderExcluirTerapia - R$140,00 a sessão
Passagem para o Capão - R$550,00 ida
Ver a fúria de leão se transformar em poesia e gerar esse transbordo de amor... nao tem preço!!
eu fico com a furia de leão se transformando em poesia, gerando transbordo de amor, claro! mas vamos fazer a proxima no capão, numa viagem só de ida, com direito a mapa e terapia??? hihihi...
ResponderExcluirbjs, SOl