
Quando a porta se abriu o avô que estava por de trás das orelhas entranhou em cada partícula paterna. Foi como um suspiro, de um momento para o seguinte e já havia inalado milhares de borboletas apaziguando-se por completo. As moedas passaram a lhe fazer outro sentido, não mais o da sobrevivência como o do outro, mas no reflexo das avessas, o que também não quer dizer nada. À razão agora o visita sempre e quando não tem ninguém por perto todos pasmam com tal mistério. O que se passa no coração desta mente é mesmo de se criativar e por este motivo sugere-nos sempre que está tudo muito bem apesar das nuvens. A porta, no entanto, o aguarda sorridente para os momentos do afinal de contas. Quando fecha dói ‘purrrmão’ e entope tudo, mas como boa tramela que tem, logo sai em disparada causando folia e espalhando sítio pelos corredores. Lá em casa, aquela que só existe nas antigas lembranças, ele, porta, estaria adivinhando mais um passe de mágica do homem borboleta, enrolado na sua manta mágica multicolorida e, como frequentemente, procurando suas moedas entre pipas.
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