
Simplesmente pelo fato de ser humana viver sem a Sol beira o insuportável. Sem raio que me corra, num fim de tarde ou numa manhã qualquer, torno-me menos do que posso ser. Algumas pessoas tecem essa qualidade, incitam o melhor de ti e fazem nosso coração suavizar. Depois que as temos é um verdadeiro lamento estar sem suas presenças iluminadas. Parece-me que no fundo a vida não passa disso, uma possibilidade de rendarmos relações amorosas e amizades verdadeiras. Toda vez que eu digo adeus e quem compartilha comigo já observou que minha alma nômade, derivada de ancestrais, parti inúmeras vezes carregando cada lembrança-dedicação e afeto em bagagem Mimkais. Os aromas e gostos me acompanham também e lá no fundo, quando não tem mais ninguém por perto os deixo sair e as lágrimas escorrem tranqüilamente, felizes por estarem vivas novamente. Se alguém por aí perguntar do que sou composta não se esqueçam de dizer que fora os ossos, a carne, a pele, os órgãos e a alma, há uma porção bem generosa de cada ser que amo. Sol-me, Mar-me, Flor-me, Fê-me, Mãn-me, Pá-me, Tí-me, Flor-me, Negra-me, Rosa-me, Zéfá-me, Duda-me, Di-me, ou melhor, Martrize-me, Gina-me, Jãn-me, Vê-me, Poly-me, Rey-me, Alex-me, Lú-me, Má-me, Zunga-me, Uri-me, Dé-me, Cá-me, Jô-me, Dada-me, Mô-me, Chefinho-me, Ingrid-me, Dani-me, Cã-me, Zan-me, Gê-me, Dê-me, Mariá-me, Bruno-me, enfim, parte de Mimkais já é você. E, definitivamente, a Lua precisa da Sol para brilhar.
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