
Foi de uma só vez, pisquei e estava lá, a resposta revelada. Por vezes olhamos para uma pessoa a vida inteira sem entender o porque de suas coisas e num belo dia, entre uma carta e outra, surge o gesto que transmuta toda sua linhagem e o entendimento sobre o por quê das minhas próprias coisas, agora avessas por completo. Estava ali o tempo todo e como véu de noiva nublava-nos. Olho para ela hoje e vejo o amor e a doçura, quando criança por vezes sentia medo, sempre me questionava sobre nosso amor e de fato acabei derivando com minha mãe tais asperezas e espero que o presente-flor baste para tanto futuro desejado. A vi imacular seu passado diversas vezes com palavras duras de escorrer sangue e foi justamente quando às próprias mãos não podia controlar que amorou-se por completo, espalhando ternura e gestos mágicos. Estava ali a dificuldade nas minhas próprias coisas, nada mais do que isso, mais uma vez, pura oportunidade de transformar-me em curto espaço tempo. Suas rugas reveladas, que honro todos os dias existindo e colocando-me a serviço de Nós, enxergaram o porque de atrair experimentos por vezes tão dolorosos, exatamente como uma frágil floresta de bromélias que surge em estreitas fendas na bruta pedra e por fim flori sem dispersar letras contrarias e transpor passado perfeito. Foi necessária cada lágrima para torná-la o que viemos para ser e é daí, desta janela da alma que migro olhar futuro e os imagino pulando no banco de trás, na véspera de fins e pronta para os próximos.
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