12.1.10

Saudades Vermelho.G de Amarelo.P


Quando os caminhões cruzaram naquela tarde, o amarelo e o vermelho, um tom intenso de por do sol da chapada se fez para sempre. Àquilo já vinha transcendendo há muito tempo, desde que se encontraram na estrada, com melissas negras, jamais pensaram em se separar. Eram opostas de um mesmo eu, coisa de doido, um tal de uma completar a outra que nem te conto! Admiração então nem se fala, rasgavam elogios num apoio mútuo de encher qualquer coração, quando não estavam trocando versos se entregavam ao fazer suas coisas num silêncio acolhedor. Enquanto uma mergulhava no entendimento de suas águas, num eterno conter e despejar, a outra fazia a bruma dos caldos eterizar os ambientes. Podia-se dizer que entre o vermelho e o amarelo existia um elo tênue, como antes anunciou o próprio tio, maravilha de dar gosto. Quando diziam que se conheciam há quase duas décadas caiam na gargalhada pela pouca conta, nunca ignoraram o eterno e disso faziam suas canções, um verdadeiro prazer de estar, lar itinerante que revelava com nitidez a real lucidez de se estar em si. Espero-te enluarada cara amiga solar! Saudades vermelhas de ser-lar amarela.

Um comentário:

  1. e assim foi e sempre será... cada prato na mesa, cada caneca escolhida, a toalha florida, as flores elas mesmas... as cartas trocadas, poesias que voavam de um território à outro, sem fronteiras... suspiros de meninas q cresciam e continuam crescendo meio xipófagas, grudadas e distintas ao mesmo tempo, espelhando-se. te amo pra sempre, lua! saudades e beijos da sua sol.

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