24.1.10

No coração da função dissertativa



Colagem "No coração da vovó" com foto da Vó, dona Jo, na ocupação Mauá, tirada pelo coletivo Garapa, mapa de Sampa + coração de jesus.

Não há mais tempo, tudo se esvai a mercê da confiança. Se o medo aparece, como vento forte que surge do horizonte, empalideço e sinto todo sangue quase arrebentar o coração. É assim, sempre assim, quando o medo aparece. Deixar-se culpar agora pode ser mais perigoso ainda e causar engessamento. Recordar dos por quês e procurar a fé, onde ela esteja. Deixar a acusadora de fel tirar as sandálias de tira e chacoalhar cada célula na esperança de encontrar o encaixe, a peça perfeita. Acontece que está também foi corroída e banguela procura outros cacos semelhantes para então pertencer. Mais uma vez recorrer ao empreender, ao trabalho ardo, ao correr sem tempo para se perguntar como vim parar aqui e finalmente cumprir tarefa dissertativa. Em pânico, lutando contra própria rigidez sigo sorrateira, voluntariosa e arisca, cheia de tantas regras e consoantes desnecessárias. No fim, boquiaberta, só há visão de começos, sobras de caos à procura do fio da meada. Ainda vai chegar o dia em que compreenderei minha metodologia. Até lá, sigo assim em busca da compreensão. Porque há tantos vazios especulativos e demanda sem-teto à habitar se a nossa norma união é, se não, a função social da propriedade?

Um comentário:

  1. essa colagem é uma das mais lindas de todas!!!
    (era só isso q eu queria dizer)
    te amo, Sol

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