15.4.10

Gamela


Além das lente, há sempre algo que nu seria o que não sabemos e, por mais que aja esforço mútuo em estarmos vivos, nos remete a tal condição tacanha: vermo-nos sempre como distintos. O eu sempre eu e você ainda o outro, bifurcados. Um outro incógnita é o que meu eu-esfinge, cego exige e assim vamos nos enganando pelo tempo afora, longínquos equivocados de nós mesmos. O que ofereço ao mundo é meu próprio existir gamela, simples estar a mercê canibal da espera antropofagica. Assim: como quem não quer nada, num fim de tarde cinematográfico quando as palavras já não fazem sentindo algum e não importam para nada, incognoscíveis, indizíveis, improváveis e transbordadas. Renuncia sublime que liberta e coloca-se presente ao mundo das possibilidades.

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