5.6.11

puro objeto reto


Minha língua mãe é de fazer brotar objetos retos e oblíquos. É tanto “eu”, “meu” e “em mim” que deve de estranhar. No entanto, questiono-me se é possível discorrer sobre o que se passa atualmente sem que seja desta forma. O mundo todo ultimamente mora aqui na minha casa e o que eu possa ativamente achar do que se passa fora, no momento, não faz sentido. Apesar de que, no dia que a reforma do Código Florestal foi aprovada pelo Congresso Nacional, semana passada, eu desabei a chorar no sofá como se alguém muito querido tivesse falecido. Como lastimo tal retrocesso. No mais, tirando alguns lamentos mundiais e outros pormenores bestiais, sigo entregando-me às minhas próprias descobertas e vivendo do mais puro amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário