16.3.11

foi


Existem pessoas que perduram na nossa alma para todo sempre. Pondo-me a pensar sobre como fazem isto chego a uma simples conclusão: só marca o corpo da gente quem foi amoroso o bastante para ser inteiro. Quando isso ocorre a partida torna-se singular, quer dizer que atravessaremos a rua e não esbarraremos no amigo, nem poderemos teclar números e recorrer, mas mais reconfortante que isso é saber que aqui dentro sempre existirá, com seus ensinamentos, ternuras, graças, histórias a lá Julio Verne, receitas inesquecíveis e precisas como um relógio suíço, roupas certas, palavras mágicas, enfim... sua falta jaz lá fora enquanto aqui viverá dentro. Lá se vai meu amigo Sidnei Basile encantar novas freguesias.

Um comentário:

  1. Pra mim ainda é confuso refletir a respeito desse assunto. Concordo plenamente que quando se vai não está propriamente indo embora, mas apenas partindo...
    Isso é fácil enteder e é até suportável, o problema mesmo é lidar com a saudade...

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