11.11.10

Um



Longo período de palavras mudas e ações repletas acabam por findar. Foram tantas emoções vividas que minha alma está tomada da mais integra gratidão. Cada instante merecido sem desperdícios culpas e outras bobagens pormenores, que sempre nos fazem duvidar do que realmente somos. Cá estou eu, diante do que sempre desejei ser e viver, na simplicidade dos instantes, mergulhada no amor.
O resultado de tudo isso foi finalmente poder receber outro corpo no meu, meu continuado, ainda sem saber seu gênero de gotas, mas já o/a amando incondicionalmente, herança que o meu carrega.
Plenitude é uma palavra que antes só existia efêmera e, de fato, desejos me corroíam cega, em ego inteiro. Não foi necessário sentir saudade das palavras, pois letras borboleteavam sem cessar em seus tempos exatos, pasmano-me por completo.
Quantos absurdos em nome do que pensamos que somos são blasfemados quando não temos espaço para estar inteiramente entre outros. E o mais incrível que qualquer resto: como é bom nos vermos no outro, amar.
Meu corpo é nosso lar e é nele que repousamos depois de um dia pleno, eu e minha família, com Outronau acariciando a casa-ventre de nosso, ou nossa, continuada. Aqui, a sete mil léguas das distancias infindas dos desencontros, somos todos Um, sem transbordamentos e distrações.

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